segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Campanha - Diga Não ao Aumento de 3%

 
    

 


Penso que a melhora na qualidade da educação pode acontecer a partir da valorização do magistério, associada a uma política de valorização global que considere: (1) a formação inicial do professor; (2) a melhora nas condições de trabalho; (3) a valorização salarial e da carreira; (4) e a implementação da formação continuada.
Fica claro que mudanças, pautadas em análises simplistas, que propõem a melhora na educação brasileira, longe da valorização do magistério ou pautadas somente em apenas uma dessas premissas, estão fadadas ao fracasso.
A melhora da educação não se fará, como acreditam muitos, apenas com a modernização tecnológica das escolas ou adoção de novos currículos. Um exemplo disso, não distante da nossa realidade como professores, é a implementação de “reformas” em nome da qualidade do ensino, que quase sempre se resumem a compra de equipamentos e reformas curriculares, como se apenas isso fosse capaz de resolver o problema.
Segundo OLIVEIRA (2009) em seu artigo “A formação de professores e a valorização do magistério após a reforma educacional: para onde apontam as pesquisas sobre o tema?”, as reformas educacionais implementadas pelas políticas públicas no Brasil, não consideram as reflexões e pesquisas realizadas dentro das Universidades, ficando a cargo de empresas privadas e ONGs, quem possuem um viés econômico, ligados aos interesses do Banco Mundial.
 
Agora chegamos ao ponto que queremos, pois percebemos, que as decisões governamentais, ou seja, as decisões que partem de “cima para baixo” quase nunca elegem como importante para a melhorar a educação, a melhora nas condições de trabalho em geral insatisfatórias, a ausência de uma política de valorização social e econômica dos profissionais da educação, além de historicamente ignorarem os baixos salários dos professores na educação básica.
 
Fato este que nós do EDUCA PACATUBA repudiamos, pois este aumento pífio de 3% oriundo de uma receita advinda de anos anteriores (Por favor leiam  no site da CNM: http://www.cnm.org.br/images/stories/Links/06052013_Complementao_Unio_Fundeb.pdf) que diz na página 3 em negrito:
Portanto, o segundo dos repasses recebidos no dia 30 de abril de 2013 nas contas do
FUNDEB corresponde aos recursos reservados para pagamento do piso nacional do
magistério relativos ao ano de 2012 que terminam por ser distribuídos também pelo critério
da matrícula na educação básica presencial.
 
Já na conclusão do artigo diz o seguinte: ]
 
A Confederação Nacional de Municípios – CNM orienta os prefeitos a como proceder à aplicação
correta dos recursos oriundos de ajustes onde menciona a Lei nº 11.494/2007, em seu artigo 22 que explica que "pelo menos 60% (sessenta por cento) desses recursos serão destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública.  A CNM orienta os prefeitos que o valor a ser aplica do nos gastos com servidores poderiam ser  efetuados como: 
  1. Antecipação de 13º salário;
  2. Antecipação do terço de férias; e ou
  3. ABONO
 
Ou seja caro colega professor não seja conivente com está pratica abusiva e desrespeitosa com nossa profissão, estudamos muito, somos os únicos profissionais que levam trabalho para casa sem receber por isso, esquecemos de dar atenção aos nossos filhos para cuidarmos dos nossos alunos. Merecemos Respeito e Valorização....
 
Referência:
OLIVEIRA, Francisca de Fátima Araújo. A formação de professores e a valorização do magistério após a reforma educacional: para onde apontam as pesquisas sobre o tema? IX Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE. P.1-12. 6 a 8 de julho de 2009. São Paulo.


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